HISTÓRICO
Foram os índios Tamoios os primeiros habitantes de Ubatuba, que até início do século XVII, possuíam numerosos aldeias. Transcorreu ali, a Confederação dos Tamoios, levante indígena contra os colonizadores portugueses, causado por incentivo dos franceses (Nicolau Durand de Villegaignon) invasores do Rio de Janeiro. Hans Staden, mercenário alemão, do forte português de São Jorge do Bertioga, ficou prisioneiro na aldeia de Iperoig. Depois dele, Padres Manoel da Nóbrega e José de Ancheita foram os primeiros brancos a visitar o aldeamento de Ubatuba, com o intuito de apaziguar os Tamoios. Nesse tempo, Anchieta escreveu o célebre "Poema à Virgem", nas areias de Ubatuba. Com hábil indicação desses padres, foi estabelecido em 1563, o tratado "A Paz de Iperoig". Ubatuba, cujo topônimo decorre de "Ybá-tiba"- abundância de cana brava utilizada para confecção de flechas, foi fundada pelo Capitão e ouvidor Jordão Homem da Costa, natural da ilha portugueses Terceira, que com sua família e agregados, aqui se estabeleceram por volta de 1600. Levantou uma capela sob invocação de "Exaltação de Santa Cruz", iniciando, assim, a povoação local. Foram concedidas as primeiras sesmarias cabendo a Inocêncio de Inhatete e Miguel Gonçalves, em 1610, as terras que compõem o atual Município, entre os rios Marajaimirendiba e Ubatuba. Pouco tempo depois, em 1637, foi elevada à categoria de vila (Município), predominando em sua economia as culturas da mandioca e cana-de-açúcar, e ainda a pesca.
Quando pensamos em Ubatuba logo vem a mente praias, mas também há outras formas de aproveitar sem se molhar como O presídio da Ilha Anchieta que começou a ser construído em 1902, quando foram desapropriadas cerca de 412 famílias de colonos e caiçaras que habitavam o local. Mas em 1914 a Colônia Penal foi extinta, sendo os detentos transferidos para Taubaté. Em 1928 o presídio volta a funcionar, desta vez sendo destinado principalmente a presos políticos. Pouco depois a ilha, que se chamava na época Ilha dos Porcos, foi rebatizada como Ilha Anchieta em homenagem ao jesuíta. No ano de 1942, com aproximadamente 273 detentos, a Colônia Penal passa a ser denominada como Instituto Correcional da Ilha Anchieta, passando a receber como residentes também soldados e suas famílias. A desativação do presídio ocorreu após a sangrenta rebelião de junho de 1952.
Hoje os prédios que foram utilizados pelos presos e parte da estrutura do presídio estão em ruínas. O local é preservado como relíquia histórica do Brasil, e nele são realizados passeios onde monitores treinados levam o turista a viajar por um importante capítulo da história brasileira.
Hoje os prédios que foram utilizados pelos presos e parte da estrutura do presídio estão em ruínas. O local é preservado como relíquia histórica do Brasil, e nele são realizados passeios onde monitores treinados levam o turista a viajar por um importante capítulo da história brasileira.